Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Para quê fechar a porta?


Para quê fechar a porta?, upload feito originalmente por mgbon - graça neves.

Para quê fechar a porta?
Para quê fechar a porta?

A aldeia é pequena e todos se conhecem com exceção dos forasteiros como nós que invadimos as ruas, ruínas e lugares só para encontrar a verdade das coisas, dos materiais e do tempo.
Não há como fugir ao tempo, porque as marcas prevalecem muito para além da vontade das gentes.
Passam de geração em geração insistindo em contar histórias aos mais novos, assim como que a dizer o que é o respeito.
E respeito é a verdade singular da cultura de um povo.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Rose


Rose, upload feito originalmente por mgbon - graça neves.

Era a única no seu canteiro, mas nem por isso menos bonita!

Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

Naturally alive


Naturally alive, upload feito originalmente por mgbon - graça neves.

Pintura digital
Desenhada e pintada com pastel de óleo e passada para o computador para ser editada

Terça-feira, Dezembro 27, 2011

Acerca de tudo e de nada

Obra de Vik Muniz A manhã passou sem que dessemos por isso. O tempo estava frio e o sol aquecia-nos atravás das roupas invernosas que trazíamos. Sentamo-nos na estação dos combóios. Encostados à parede estavamos desejosos de sentir o sol a entrar devagarinho na sua cadência invernosa através da nossa pele para aquecer a alma. Olhamos então um para o outro com um sorriso que já não sabíamos desde o dia anterior. Ouvia entretanto a conversa entre duas mulheres. Ambas se queixavam da situação, uma porque tinha perdido o trabalho, outra porque ainda com filhos em casa a quem sustentar, tinha agora a filha mais velha á espera de um bebé, mais um residente para o espaço exíguo da casa onde todos, ela e mais 4 filhos viviam. O combóio chega e aí vão, cada uma em sua direcção, seguindo a vida. Ficamos um pouco mais pelo sol e fomos à consulta de ortopedia. Até os arrumadores tinham próteses...ali naquele espaço igualmente pequeno vendia-se e fazia-se de tudo. As pessoas saiam invariavelmente constrangidas pelo esforço de habituação às próteses. Fomos só comprar umas palmilhas, coisa de pouca monta, mas vimos que se vendia esperança por ali. De seguida e pela proximidade acabamos às voltas no museu e nas livrarias. Passados os olhos pela linguagem estética de Vik Muniz que é impressionante. Um mundo visto de uma escala e de um lugar completamente seu e deveras inovador,passamos os olhos pela colecção completíssima de cartazes da segunda guerra e acabámos olhando o Tejo em frente a duas meias de leite quentinhas. Entretivemo-nos na leitura de dois livros que compramos e de volta tiramos mais uma fotos aquele espaço que é sempre de grande armonia e beleza. Os pasteis de Belém á pinha com uma fila que chegava aos Jerónimos, como nunca vi. Afinal a crise desperta os sabores e pede-nos doces.

Segunda-feira, Dezembro 26, 2011

Acreditar é quanto basta

É assim em tudo na vida... É o crer que nos faz seguir em frente, ir mais além. Quando a fé se vai, esvai-se tudo e fica em nós um vazio dificil de preencher. Lutamos interiormente para não pensar nisso. Pensamos que não estamos a ser justos. Que estamos num dia mau. Que é por causa dos outros, da crise do pais...mas na verdade é porque a fé se foi. Esvaiu-se hoje por nada, amanhã porque não acontece nada e por fim porque lhe damos uma forma e lhe chamamos um nome. É esta a razão porque nunca consegui pertencer a nenhuma religião.

Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Não me lembro de ter estado no Explorer...

Feliz Natal


Feliz Natal, upload feito originalmente por mgbon - graça neves.

Via Flickr:
A todos os meus amigos quero desejar um Natal e um novo ano de 2012 repleto de amor.
Gostaria ainda que neste novo ano que se avizinha podessemos ter mais paz.

Sábado, Dezembro 03, 2011

Ahmad Lamego "Above us only the sky"

Uma ano depois de ter estreado no Chapitôt, passado por Peniche no dia 25 de Abril, esta exposição está agora patente ao pùblico no Teatro Ribeiro da Conceição em Lamego, no Salão Nobre, até ao dia 15 de Dezembro.

Quarta-feira, Novembro 30, 2011

Ausente


Ausente , upload feito originalmente por mgbon - graça neves.

Via Flickr:
No meio de um turbilhão de gente num desfile de Ìndios em Portland.
Estava concerteza numa viagem ao interior de si. No meio das raízes que sâo as suas, um mergulhar confiante, mas comovente

Sábado, Novembro 26, 2011

inverno


inverno, upload feito originalmente por mgbon - graça neves.

No inverno para além dos passos, do cair da folha e da brisa ligeira, nada mais se ouve.
As palavras perdem-se no ar, as folhas no chão... até que o sol volte a sorrir para aquecer as almas.

Sábado, Novembro 19, 2011

Suzanne


Suzanne, upload feito originalmente por mgbon - graça neves.

LEONARD COHEN

Suzanne takes you down to her place near the river
You can hear the boats go by
You can spend the night beside her
And you know that she's half crazy
But that's why you want to be there
And she feeds you tea and oranges
That come all the way from China
And just when you mean to tell her
That you have no love to give her
Then she gets you on her wavelength
And she lets the river answer
That you've always been her lover
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that she will trust you
For you've touched her perfect body with your mind.

Segunda-feira, Outubro 31, 2011

A todos os meus amigos e conhecidos que me acompanham no Blogspot por quase 8 anos, sugiro me visitem em http://gracaneves.com/, o meu novo espaço. Obrigada e até já :)

Domingo, Outubro 16, 2011

O estado das coisas

Não é fácil dar, quando não temos para nós mesmos....parece Lapalissiano, lógico e um sem número de coisas mais, mas de facto estar em défice emocional económico e etc, faz o país estar desiquilibrado e torna a vida das pessoas balanceante e frágil.

Nada mais acontece como outrora em que as únicas mudanças na vida coincidiam com a licenciatura, entrar na vida activa, ter um casamento com muita gente e fazer listas de casamentos sem fim, e finalmente ter filhos.
Uma vez alicerçados neste status, nada abanaria por longos anos a vida de qualquer português que se preze de ter tido a chance de ter cumprido o estipulado e esperado, pelos pais e pela sociedade.
Até à meia idade as coisas andavam, e a vidinha ia-se compondo para em breve ter mais uma casa onde se passavam fins de semana com amigos lá da empresa ou da escola e do liceu.
As coisas complicavam-se quando a saúde não ajudava, ou quando os filhos não cumpriam as espectativas dos progenitores.
Aí era tão complicado, que muitas vezes era o fim da relação familiar nos seus diversos contextos.
Como não fôra suficiente, na empresa as coisas deixaram de correr bem e gerava-se a catástrofe, a que não faltava o bode espiatório sempre culpado com a queda do império.

Actualmente é tudo mais rápido e as mudanças, catástrofes ou o que se queira chamar estão sempre a acontecer.
Nada mais é imutável e ainda que sejamos todos ou quase todos da era do facebook e das relações estabelecidas na e pela net, não nos apercebemos do que isso significa para a nossa vida.
Mostramo-nos surpreendidos, quando olhamos para o lado e o companheiro ou a companheira já lá não estão.
Aí perguntamo-nos o que fizemos para acontecer tal desastre e não temos resposta, porque por faz tempo nós próprios tínhamos já partido.
Estivemos com os amigos virtuais, reais ou o que seja, que do outro lado só concordam e dizem a tudo que sim.
Entretanto a realidade está ali com tudo o que conseguimos construir e parece-nos pouco, muito pouco mesmo, porque o calor humano esse, partiu.

Olhar em volta sem saber por onde começar para deixar de lado a estranha sensação de estarmos sós e mais sós ficamos quando nos apercebemos que os amigos com quem partilhamos parte do nosso tempo, foram-se, fugiram...mudaram-se para casa de outros com menos problemas e mais capazes de os entreter.

Reparamos então que para além de um monitor e mais umas coisas que ainda temos em casa, nada mais nos resta para dar.


Segunda-feira, Agosto 29, 2011

Os limites


Os limites estão quase sempre para além da idade. Pode sentir-se a vida inteira, assim como se pode sonhar e ter cumplicidades e sorrisos e ausências e amigos, até que a luz desapareça do nosso olhar.
Cada vez gosto mais, quero mais, sou mais...
e tudo isso porque tenho também mais idade. mas é bom, muito bom, mesmo.

Domingo, Agosto 07, 2011

A vida por um fio


Vejo e sinto todos os dias esta fragilidade, esta ausência, esta renúncia pouco convencida de o ser... porque está muito para lá disso. È mesmo do que não se sabe. Nada ou pouco posso fazer ou acrescentar...
É o vazio, e a distância de quem já se foi. No olhar vejo o vazio e sinto no seu corpo a despedida. Cada dia receio telefonar e saber que acabou. A cada dia peço de mim o esforço de estar, de ir e de lhe dar ânimo, mas a minha vontade é fraca e quando dou por mim estou em casa à espera que nada tenha acontecido, toda encolhida e escondida no meu medo.
Tenho medo do fim e de não saber estar à altura de prolongar com qualidade e ânimo a flor mais velha do meu quintal. Mesmo assim ainda me ensina coisas!...
ensina-me a enfrentar a realidade parda, por vezes negra da ideia que temos de morte.
A morte anuncia-se sim senhor.Por vezes abruptamente, outras ela vem vindo assim como quem não quer nada, emprestando às pessoas mais barreiras, menos capacidade, menos vontade, menos força e menos vida. Aos poucos baixam-se os braços, a cabeça enfiada entre os ombros ainda que a fugir ao invitável e finalmente deixamo-nos levar por ela com um suspiro eterno.

Domingo, Junho 19, 2011

As linguagens da comunicação


A ambiência e a envolvente estética, deixaram-me surpreendida, quase perplexa.
Estava perante todas as linguagens da comunicação não me apercebendo de qual a mais importante.
A música é a mais estridente, mas não a mais surpreendente, do ponto de vista emocional. Serviu para marcar um ritmo, para implementar uma dinâmica … e para deixar ver uma cenografia espantosa, ora bélica, ora mística.

O espectáculo arrasta-nos para algo fascinante que é o espaço universal.
A primeira sensação foi a de uma pequenez imensa, uma grande calma e a perca de referências...de mim, do espaço e das pessoas em volta.

O sentimento era de grandiosidade, no sentido universal do termo.
A enormidade daquele momento estético, sobrepunha-se a tudo.

O som e as imagens, sobretudo estas, faziam-me sentir em comunhão perfeita com o universo, com a natureza, com a vida. Senti o que é ser-se universal, numa completa simbiose com o universo em toda a sua plenitude. Tudo desapareceu numa simbiose perfeita e numa partilha avassaladora que me levou dali, como se de uma partícula se tratasse.
Deixei o meu corpo para trás,era uma outra dimensão. O meu espírito, longe de mim, vagueava, gozando do previlégio único de não ter peso nem volume e de simplesmente se deixar ir. A emoção plena ...

A forma de linguagem mais forte foi a das imagens.
A natureza estava ali toda, sem espartilhos, cumprindo a missão de tornar mais belo o quotidiano.

O barulho do projector de slides, marcava o ritmo que era coincidente com o bater do coração. Senti-me a viajar por entre cada uma das cenas passadas, a sentir cada uma das formas e das cores, procurando exaustivamente a razão de serem assim perfeitas.

Perante esta enorme panóplia de sons, cores, formas e texturas, o tempo parou Sentia-me livre, feliz e diferente. Passei a fazer parte das imagens, como elas de mim.

Quinta-feira, Junho 16, 2011

No Alentejo...


as árvores falam entre si....
Além, a grande planície onde o silêncio tem cor, cheiro e som.
Um som que propicia a meditação e o reencontro connosco.
As árvores estão lá para decorar a paisagem e para oferecer a quem passa,
um repouso à sua sombra.
É assim o Alentejo por esta altura.

Quinta-feira, Maio 19, 2011

Femme



..."
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,..."

do poema "É Proibido" de Pablo Neruda

Domingo, Maio 15, 2011

Life on Comercial Street


Life on Comercial Street, upload feito originalmente por mgbon - graça neves.

Life on Comercial Street

De lá trago a saudade de descobrir onde e como se podia sentir mais Europa...
Era aqui, nesta rua onde as excentricidades eram esperadas, também por isso admitidas e nunca questinadas.
O querer alternativo das gentes deste lugar, tornava-o interessante e incansável aos meus olhos que tentavam ver Europa onde de facto só havia América.
O par deste desenho pertence a um grafite dos muiots que enchiam as paredes desta cidade nesta área.

Sábado, Maio 14, 2011




O dizer é vago, só o sentir vale e aquece a vida. Só as realizações transformam a realidade num sonho absolutamente necessário para continuar a viver.
A ilusão desvanece-se. Um encontro, um toque, ou um olhar, são a sinfonia com que afagamos os dias para a tornar a vida mais ao nosso gosto.
Corramos pois atrás do momento, daquele momento porque todos esperamos aconteça pelo menos uma vez...
...tocando em uníssono atinge-se o universo, assim como que para fazer possíveis ciclos de vida continuamente renovados.
A densidade dum tempo a que chamamos amor, torna real e possível a continuidade de nós...